domingo, 25 de julho de 2010

Indústria de Fitness no Brasil

A indústria de fitness brasileira está bombada, e sem anabolizantes. De 2007 para cá, o número de academias saltou para 15.551, que é o dobro de 2007, e em 2009, faturou US$ 1,11 bilhão.


O Brasil é o segundo no ranking de números de academias, tendo a frente os Estados Unidos, que tem quase 30.000 academias.

Os dados são do último reltário da IHRSA Association (International Health, Racquer & Sportclub), entidade internacional do setor.

Fatores Externos

Macroeconômicos e Socioculturais
  1. aumento da renda da população;
  2. disseminação do estilo de vida saudável;
  3. Brasil como sede da Copa do Mundo em 2014;
  4. Brasil como sede das Olímpiadas de 2016;
  5. E pasmem, o crescimentno do setor fitness foi impulsionada pela Classe Emergente (Classes C e D).
Parentêses | (A nova classe média está com tudo mesmo. Primeiro, turbinou a alimentação, lembram-se dos frangos da era FHC? Depois, compraram eletrodomésticos, reformaram as casas e compraram carros. Agora, compram casas e malham, movimentando e salvando a economia. Qual será o próximo setor beneficiado com o crescimento e fortalecimento das classes C e D? O que o próximo governo fará para dar continuidade ao que o governo Fernando Henrique Cardoso começou?).

Os P’s de Marketing

Público-alvo
  • Classes C e D.
Previsões para a indústria de Fitness do Brasil
  • Nos próximos 10 anos o Brasil será o grande país na área de atividade física, saúde e bem-estar;
  • O segmento que vai crescer mais é as academias de baixo custo;
  • A ascensão das classes da base da pirâmide vão impulsionar ainda mais o crescimento do setor de fitness.
Principais Players do mercado de Fitness brasileiro que têm estratégias para as Classes C e D
  1. SmartFit, lançada em agosto de 2009;
  2. A!BodyTech, rede de academias voltada para a classe A, está se preparando para atender as classes B e C;
  3. Dany, com 5 unidades na Zona Leste.
Preços
  • Os preços das mensalidades variam de R$ 50 a R$ 75.
Produtos
  • Menor número de serviços
  • Musculação
  • Poucas aulas, só aulas básicas, como spinning, step, jump, dança, natação, pilates.
Estratégias

SmartFit
  1. Produto: oferece um número restrito de atividades;
  2. Preços: preços baixos.
  3. Necessidade dos novos consumidores: esses consumidores querem fazer musculação e esteira e não precisam de grandes estruturas e inúmeras aulas de inúmeros tipos diferentes de ginástica.
A!BodyTech
  1. Marca: A!BodyTech, rede de academias voltada para a classe A, irá utilizar a marca Fórmula, de São Paulo, para atender as classes B e C; http://almirfb.blogspot.com/2010/07/tendencia-do-mercado-de-bens-de-consumo.html
  2. Produto: serviços simplificados – atividades cardiovascular, musculação e poucas aulas coletivas, como o spinning;
  3. Modelo de Negócios: Desenvolverá o modelo de negócios de franquias.
Dany
  1. Presente na Zona Leste;
  2. 5 unidades;
  3. Média de 900 alunos por academia;
  4. Mensalidade de R$ 79;
  5. Os alunos podem frequentar todos os dias e tem o direito de fazer musculação, pilates e natação.
Indicadores que são termômetros da Indústria de Fitness
  1. Em setembro, a IHRSA Fitness Brasil (feira de negócios Fitness) espera 15 expositores estrangeiros que virão ao país pela primeira vez;
  2. Rio Sports Show, também feira de negócios correlacionado à atividades físicas, apresenta os seguintes números:

Está aí uma grande oportunidade para as empresas de alimentos e de vestuário. Por que não utilizar as academias como um novo canal de vendas?

Notícias do jornal O Estado de São Paulo de 25 de julho de 2010, do caderno de Economia, com os títulos: “Brasil só perde para EUA em número de academias.” e “Na periferia, musculação por R$ 50.”.

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