sexta-feira, 30 de abril de 2010

Petrobrás é a marca mais valiosa do Brasil e a 73° do mundo.

A consultoria BrandAnalytics e o instituto Millward Brown fizeram uma pesquisa para avaliar as marcas brasileiras e a Petrobrás é a marca mais valiosa e ela vale R$ R$ 19,3 bilhões.
 
TOP 10 das marcas mais valiosas do Brasil

Das 10 marcas, 3 são do setor financeiro, 2 de bebidas, 2 de alimentos e somente 1 do setor de cosméticos e uma do varejo.

Não é a toa que o setor bancário no Brasil está com as marcas tão valiosas, já que também tem apresentado as maiores lucratividades e batidos recordes de lucro.

O que também chama a atenção é que a marca Skol vale o dobro da marca Brahma, e esta é da líder de mercado Ab Inbev e aquela da FEMSA, que é a 4° em market share.

A pesquisa foi feita em 4 fases e elas são:
  1. Foi mensurada a força da marca no Brasil;
    1. Foram cerca de 12.500 entrevistas;
    2. 32 categorias;
    3. E foram avaliadas 350 marcas de empresas que atuam no Brasil
  2. Foram avaliadas 147 empresas de capital aberto, que reúnem 200 marcas;
  3. Os lucros e a contribuição para acionistas e para consumidores foram analisados;
    1. Foram feitas entrevistas com investidores e consultores norte-americanos;
  4. Construção do ranking final das marcas.
No ranking mundial a Petrobrás está em 73° lugar, e as cinco marcas mais valiosas do mundo são:

Notícia do Portal Exame de 30 de abril de 2010 às 16:50, do Marketing / Notícias, com o título: “ Petrobras tem a marca mais valiosa do Brasil.”.

http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/petrobras-tem-marca-mais-valiosa-brasil-554944.html

Novo player no auspicioso mercado de cartões de crédito e débito

Banco do Brasil e Bradesco se uniram e criaram uma bandeira de cartão de crédito e débito 100% nacional.

Elo é a nova marca de cartão de crédito e débito e 100% nacional, e já nasceu grande. A Elo já tem um patrimônio estimado de R$ 15 bilhões a R$ 20 bilhões.

Metas da Elo
  • Chegar ao mercado em 6 meses, portanto entre outubro (mês das crianças) e dezembro (mês de compras de final de ano);
  • Em 5 anos ter 15% de market share, o que representaria hoje movimentar R$ 66,6 bilhões ou ter 84,75 milhões de cartões.
Estratégias
  • Expandir entre os não correntistas, portanto os correntistas de ambos os bancos podem ficar tranqüilos, pois não serão incomodados com ligações oferecendo o cartão Elo;
  • Os donos da Elo vão fazer parcerias com empresas de outros segmentos, focando no varejo. O Banco Panamericano está com um cartão do tipo híbrido e focado no varejo de alimentos (supermercados, hipermercados, atacarejo e lojas de vizinhança), e este cartão terá a marca do banco, do supermercado e poderá ter as marcas Visa ou Mastercard;
  • O foco principal dos cartões Elo será os cartões private label.
Concorrentes diretos da Elo
  • Visa;
  • Mastercard;
  • American Express.
Parceira Bradesco e Banco do Brasil
  • Bradesco: 50,01%;
  • Banco do Brasil: 49,99%.
Tamanho do mercado de cartões
  • 565 milhões de cartões;
  • R$ 444 bilhões é o movimento anual dos cartões.
Estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS)
  • 11% de crescimento para este ano;
  • Banco do Brasil e Bradesco têm cada um 20% do mercado de cartões, aproximadamente.
Estimativa do consultor Boanerges Ramos Freire
  • R$ 553 bilhões devem ser movimentados este ano, um crescimento de 24,5% sobre 2009;
  • 605 milhões de cartões deve ser o número atingindo neste ano, um crescimento de 7,08%, em relação ao ano passado.
Expansão do mercado de cartões no Brasil
  • O mercado de cartões no Brasil é o que mais cresce no mundo, com taxas anuais de 20% há mais de 10 anos; 
  • O mercado brasileiro ainda tem um grande potencial devido a:
    • Crescimento do setor para o interior do País;
    • Crescimento do setor para novos segmentos, como saúde e educação.
Futuros e prováveis novos players
  • Caixa Econômica Federal já chegou a anunciar intenção de criar uma bandeira;
  • A Tecban, administradora das redes de caixas eletrônicos Banco24Horas, também é apontada como uma participante desse mercado, já que tem a bandeira de débito Cheque Eletrônico e pode reativar a marca.
Regulamentação do Banco Central do Brasil, com o objetivo de aumentar a concorrência do setor de cartões
  • O BACEN divulgou no final do ano passado documento estabelecendo diretrizes para o setor de cartões;
    • Criação de uma bandeira nacional;
    • Compartilhamento de máquinas de leitura (POS);
    • Fim da exclusividade no credenciamento de estabelecimentos comerciais.
Exclusividade acabará em julho
  • No dia 1° de julho, acabará a exclusividade da Cielo para processar as compras com cartões de crédito da bandeira Visa;
  • Em 2009 a Redecard deixou de ter exclusividade para processar os cartões da Mastercard. 
Notícias do jornal O Estado de São Paulo de 28 de abril de 2010 do caderno de Economia & Negócios, com os títulos: “BB e Bradesco criam cartão ‘brasileiro’.” e “Criação de bandeira local era ‘inevitável’, dizem especialistas.”.

Internet em 2009

  1. Faturamento: R$ 10,6 bilhões foi o faturamento em vendas online, o que representa um crescimento de 30% em relação à 2008.
  2. Consumo: 17,6 milhões de brasileiros fizeram pelo menos uma compra no final do ano passado, 2009, o que corresponde a 26% dos internautas brasileiros.
  3. Classe C na web: 35% das vendas online no mercado brasileiro foram feitas para a Classe C, o que dá R$ 3,7 bilhões.
Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 26 de abril de 2010 do caderno de Economia & Negócios, com o título: “Já se compra até vestido de noiva pela internet.”, e o dado de faturamento o Estadão pegou da E-bit.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Boom no mercado imobiliário brasileiro em 2009.

No ano passado, 2009, foram vendidos 35,8 mil imóveis na cidade de São Paulo, um aumento de 9,15%, com relação à 2008, ano no qual foram vendidos 32,8 mil novos imóveis residenciais.

A Secovi prevê que serão vendidos 38 mil novos imóveis neste ano de 2010, na cidade de São Paulo.


Foram vendidos 2.858 imóveis novos em fevereiro de 2010, um aumento de 84% em relação a fevereiro do ano passado.



Houve aumento de 90% no número de imóveis novos vendidos quando se compara fevereiro deste ano com janeiro.


Comparando-se os trimestres, entre janeiro e março deste ano, as vendas de imóveis quase triplicaram (190%) em relação ao mesmo período de 2009, e cresceram 33% quando se compara com o primeiro trimestre de 2008.


Explicações para esse boom:
  1. Crédito farto e longo. Entre 2002 e 2009, o crédito imobiliário ao construtor e ao comprador passou de R$ 5 bilhões para R$ 57 bilhões, e os prazos foram alongados para até 30 anos;
  2. Crescimento da renda;
  3. Aumento do número de empregos formais;
  4. Programa Minha Casa, Minha Vida, voltada para as classes de menor poder aquisitivo;
  5. Ascensão social das classes de menor renda. Esses consumidores emergentes adquiriram a TV de plasma, fizeram a primeira viajem de avião e agora, compram a casa própria;
  6. Envelhecimento dos brasileiros, os quais saem de casa entre os 25 anos e 35, em média.




As vendas de imóveis de 2 dormitórios tiveram a maior participação no primeiro trimestre de 2010 em vendas por tipo de imóvel, com 56,7% e também a maior valorização, que foi de 25% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, 2009. Quanto maior a procura, maior a valorização.


E a maior procura por esse tipo de dormitório e pelas residências de 3 dormitórios se deve aos emergentes e ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 25 de abril de 2010 do caderno de Economia & Negócios, com o título: “Venda de imóveis cresce 80% em um ano e já provoca alta de preços.” e dados da Secovi, “Comercialização de imóveis novos cresce 89,5% em fevereiro.”, http://www.secovi.com.br/ e dados do IBGE, da aula da professora Edith Wagner da Insper.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os hipermercados e os supermercados estão perdendo espaço.

Em recente pesquisa chamada Relatório Anual, da revista Supermercado Moderno, foi constatado que o número das lojas de maior porte, hipermercado e supermercado, está diminuindo, enquanto a quantidade de lojas pequenas, atacarejo e lojas de vizinhança, está crescendo.


Entre 2007 e 2008, o número de lojas de vizinhança foi a que mais cresceu em termos absoluto (446) e em percentual (134%) e foi seguido pelo atacarejo que teve 107 lojas inauguradas e apresentou crescimento de 119%.


Em 2008 foram fechados 166 supermercados, os quais têm 75% do tamanho de um hipermercado (7.083 m²).

A tendência de diminuição do tamanho das lojas é clara quando se avalia as 3 maiores redes do Brasil, Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart, as quais diminuíram 6,4% o tamanho médio das lojas quando consideradas todas as lojas de cada grupo.

Fatores que explicam a tendência de diminuir o tamanho das lojas segundo o coordenador da pesquisa da revista Supermercado Moderno, Valdir Orsetti:
  1. Ascensão social das classes de menor poder aquisitivo que agora tem mais crédito e renda. Deste modo as pessoas querem fazer compras perto de casa e gastar o tempo livre para o lazer;
  2. A estabilidade da moeda leva as pessoas a fazerem compras menores e a irem ao supermercado mais vezes por mês, o que é diferente da década de 80 e início dos anos 90, época de inflação galopante e os preços mudavam diariamente;
  3. O envelhecimento da população brasileira é outro fator, já que por razões físicas, os consumidores têm menor disposição de percorrer grandes lojas e acabam optando por lojas menores e próximas às suas residências.

As lojas de atacarejo e de vizinhança estão em maior número na região sudeste, com 49% e 60% de concentração, respectivamente.

Um fator para essa concentração de lojas de vizinhança na região Sudeste é que as pessoas têm menos tempo disponível e fazem suas compras em pequenas quantidades, do tipo, o está faltando?.

Duas explicações para a região norte e nordeste apresentar 37% das lojas de vizinhança é a renda menor, impossibilitando os consumidores fazerem compras em grande quantidade, e também à distância para chegar aos grandes centros.
De acordo com Valdir Orsetti, da revista Supermercado Moderno há dois impactos dessa mudança de comportamento:
  1. As grandes indústrias vão ter que negociar com um maior número de compradores que irão comprar menores lotes;
  2. A logística sofrerá modificações já que entregar em lojas grandes ou até mesmo nos centros de distribuição das grandes redes é diferente de entregar para lojas pequenas, sem estoques grandes e com menores e menos gôndolas. 
Segundo, Almir, o dono deste blog, as indústrias terão que trabalhar com mais informações para fazer o gerenciamento de categoria de produto por grupo de cliente. Haverá necessidade de categorizá-los por tamanho, localização, renda da vizinhança e hábitos de compras dos consumidores locais, adequando assim o mix de produtos, devido ao menor número e tamanho das gôndolas.
Só para lembrar e informar:


O Varejo de alimentos cresceu 8,4% em 2009, chegando a R$ 181,2 bilhões, enquanto o PIB do Brasil caiu -0,2%, o que demonstra o grande potencial de crescimento desse varejo.

A receita do varejo de alimentos cresceu mais de 12% neste primeiro trimestre.

Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 23 de abril de 2010 do caderno de Economia & Negócios, com o título: “Supermercados começam a ‘encolher’ no País.”.

domingo, 25 de abril de 2010

Países Avançados - World Economic Outlook – Previsões para 2010 e 2011.

PIB dos países avançados segundo as projeções do FMI.

Em 2010 haverá retomada do crescimento dos países avançados e do mundo, este com 4,2% e aquele com 2,8%, depois das quedas de 3,2% dos países avançados e 0,6% do mundo, no ano passado (2009).

Os países avançados, em 2009, caíram mais do que o mundo, com destaque para o Japão com -5,2% e para a França com queda de somente 2,2%, muito menor do que a queda de 3,2% dos desenvolvidos.

Em 2010 somente os EUA crescerão mais do que os países avançados, com taxas de 3,1%, sendo que os países avançados crescerão 2,8%.

Em 2011 o Reino Unido se juntará aos EUA como únicos países que crescerão acima dos países avançados, estes terão crescimento de 2,4%, e o Reino Unido e os EUA terão um PIB que crescerá 2,5% e 2,6%, respectivamente.

Segundo o FMI os países desenvolvidos terão que:
  • Reduzir os estímulos e assim colocar as contas em dia;
  • Desvalorizar suas moedas para aumentar as exportações líquidas.
Esses ajustes são necessários para manter o crescimento nos países desenvolvidos e o forte crescimento nas economias no resto do mundo.

Pelos dados econômicos da AL, BRIC, Brasil, Países em desenvolvimentos e emergentes e dos Países Avançados, é claro que o crescimento mundial está sendo sustentado pelos países emergentes e em desenvolvimento.

Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 22 de abril de 2010 do caderno de Economia & Negócios, com os títulos: “FMI vê risco em ‘aquecimento’ no País.” e “Países ricos vão crescer 2,3% este ano, diz FMI.”.

BRIC - World Economic Outlook – Previsões para 2010 e 2011.

PIB do BRIC segundo as projeções do FMI. 

O Brasil foi lanterninha quando comparamos com os PIBs dos integrantes do BRIC no ano de 2008, pois foi o que teve o menor crescimento, com 5,1%, próximo ao da Rússia que cresceu 5,3%.

Em 2009, o Brasil só não teve desempenho pior do que o da Rússia, e por dois principais motivos: a Rússia tem sua economia baseada no petróleo e o Brasil foi salvo pelo mercado interno.

Para 2010, a Rússia é o único país que crescerá menos do que o Brasil, este com crescimento previsto de 5,5% e aquele com 3,9% de crescimento do PIB. Os dois crescerão bem menos do que os outros países emergentes e em desenvolvimento que terão evolução de 6,3% do PIB.

Para 2011, o cenário é de crescimento menor, sendo que o Brasil ficará na lanterninha, crescerá somente 4,1%, menor do que a Rússia, a qual crescerá 4,5% e do que os países emergentes e em desenvolvimento que crescerão 6,5%.

Devido ás medidas anti-recessão muitos países estão com a economia muito aquecida, e a China já tomou medidas para conter o superaquecimento, principalmente a do mercado imobiliário, que tem apresentado valorização muito acima da média histórica.

O cenário nos países desenvolvidos e em desenvolvimento é o crescimento rápido e os juros altos, e isso tem atraído grandes volumes de capital, e essa situação traz 3 questões para lidar com todo esse capital que entra no país:
  • Qual é o melhor meio de acomodar todo esse dinheiro?
  • Qual a valorização cambial que deve ser buscada?
  • Como usar as ferramentas de política econômica para evitar excessos e manter a expansão econômica?
O FMI sugeriu as seguintes ações para os países emergentes e em desenvolvimento:
  • Estimular o consumo, dando menor ênfase à exportação e importando mais dos países avançados;
  • Valorizar o câmbio e reduzir as exportações líquidas.
Para a China, o FMI falou sobre as seguintes orientações:
  • Mudar suas exportações para o mercado interno;
  • Reduzir a poupança;
  • Valorizar a moeda. 
Notícias do jornal O Estado de São Paulo de 22 de abril de 2010 do caderno de Economia & Negócios, com os títulos: “FMI vê risco em ‘aquecimento’ no País.” e “Países ricos vão crescer 2,3% este ano, diz FMI.”.