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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Blackberry e os adolescentes

Os aparelhos Blackberry, que são voltados para executivos e empresários, estão conquistando os jovens e pelo mesmo motivo que conquistou o ambiente corporativo, que é: estar conectado 24 horas. Os empresários e executivos usam os smartphones para estarem conectados à empresa e os adolescentes para ficarem conectados aos amigos.

Desejos dos clientes Blackberry

  • Ficar conectado 24 horas;
  • Acesso rápido a e-mails;
  • Estar sempre disponível e acessível.

Novo produto desenvolvido pela RIM dona da Blackberry - BBM

  • Blackberry Messenger, que é conhecida pelos íntimos, como: BBM;
  • É uma espécie de rede social com comunicador instantâneo, um Facebook com  MSN;
  • Esse produto foi desenvolvido para os executivos e empresários, mas caiu na graça dos filhos, os adolescentes;
  • A troca de mensagem é feita apenas entre proprietários do aparelho e para se comunicar eles adicionam uns ao outros à lista de amigos;
  • O serviço é gratuito.

A mudança e a descoberta dos novos clientes pela empresa 

A empresa contratou consultorias para mapear os perfis dos clientes e acabou descobrindo que os adolescentes e jovens adotaram o blackberry.

Gráfico | Participação dos novos clientes Blackberry

Perfil dos Clientes Backberry RIM

Perfil do novo segmento de mercado dos consumidores RIM | Blackberry

  • Adolescentes;
  • Jovens;
  • Viajados;
  • Com amigos fora do país;
  • Classe A;
  • Descobriram o aparelho em casa, brincando no telefone dos pais.

Estratégias para o novo segmento

  • Personalização dos serviços;
  • Personalização do aparelho, com possibilidade de levar para a tela principal os ícones mais acessados, como redes sociais;
  • Desenvolver em parceria com outras empresas, aplicativos interessantes para esses consumidores.

Meta

  • Chegar a 100 milhões de assinantes nos próximos 2 anos.

Gráfico | Assinantes hoje e amanhã

Milhões de clientes RIM Blackberry

Líder no mercado latino americano

  • Os smartphones da marca Blackberry, segundo a empresa de pesquisas IDC, no 1º trimestre deste ano, está com 39% de participação de mercado.

Concorrência

  • Os Iphones da Apple, que são um concorrente de peso, tem um ponto negativo, os altos preços que é em média US$ 700, o que afasta alguns clientes potenciais.
  • *Clientes potenciais são aqueles que desejam ou necessitam o produto e possuem dinheiro e acesso ao produto.

Estratégia da RIM para o Brasil

  • No início do ano, a RIM fechou acordo com a Flextronics para instalar no Brasil sua primeira fábrica fora do México, na América Latina.

Motivos para a RIM fabricar seus smartphones no Brasil

  • O mercado de telefones inteligentes no país dobrou nos últimos anos;
  • As tarifas de importação podem chegar até 30% do valor do aparelho.

Características comportamentais | Blackberry RIM – Comentários do autor do blog

  • Como os smartphones da marca Blackberry são caros, há um grande status para quem possui um. O modelo mais simples, o Curve custa US$ 340, e é vendido no Brasil por R$ 586;
  • O serviço BBM de troca de mensagens só é feita entre os proprietários dos aparelhos Blackberry da RIM, o que dá a exclusividade ao serviço;
  • Vemos que há duas características nos smartphones da Blackberry que a classe A deseja e possui: Status e Exclusividade;
  • E aí, que fazer parte do meu clube? Quer fazer parte da meu seleto círculo de amizade?

Notícia do jornal O Estado de S. Paulo de 21 de novembro de 2010, do caderno de Economia, com o título: “Blackberry vira moda entre os jovens”, com o subtítulo: “Aparelho, popular entre empresários e executivos, conquistou os filhos deles”, da jornalista Naiana Oscar, pág B18.

sábado, 20 de novembro de 2010

Classes C e D estão sofisticando o gosto por móveis.

Os fatores da ascensão das Classes C e D são mais que conhecidos:
  • Crescimento da renda;
  • Alongamento dos prazos de pagamento, isto é: Crédito.
As Classes C e D estão comprando móveis mais sofisticados e as grandes fabricantes e lojas de móveis que a pouco tempo atrás atendiam somente as Classes A e B, agora, dão vazão ao aspiracional das classes emergentes.

E o que aspira/deseja a Nova Classe Média e a Classe D, em termos de móveis?
  • Primeiro, querem móveis visualmente parecidos com os das classes do topo da pirâmide, isto é: DESIGN;
  • Em seguida, Beleza;
  • Praticidade;
  • Qualidade;
  • Modernidade;
  • Ergonomia;
  • Personalização dos móveis;
  • Preço atrativo.
    • Um bom exemplo é o crescimento do preço de uma cozinha compacta que era campeã em vendas nas Casas Bahia, que passou de R$ 199 para R$ 699, que foi reformulada e se transformou em uma cozinha modulada muito similar à planejada.
E como é a preferência tradicional das classes C e D por móveis?
  • Os sofás, por exemplo:
    • muita espuma;
    • braços grandes;
    • braços arrendodados;
    • encosto mais alto;
    • costuras aparentes;
  • Demais móveis:
    • formas orgânicas;
    • verniz de alto brilho;
    • detalhes cromados;
    • cores POPs, isto é: cores fortes.
Alguns players
  • Grupo Unicasa;
    • Dell Ano, voltada para a Classe A, com 300 lojas;
    • Favorita, marca que atende a Classe B, possui 370 lojas;
    • New, lojas que vendem móveis para a Classe C, já está com 380 lojas.
  • Casas Bahia;
    • Móveis Bartira.
    • Os profissionais responsáveis pelo desenho dos móveis frequentam o Salão do Móvel de Milão.
A metaformose dos móveis que agora atendem ao gosto mais exigente das Classes C e D
  • Cozinha;
    • Agora é planejada.
  • Linha Branca;
    • Saíram as cores bege, azuis e vermelhas e entraram as cores mais suaves;
    • Preços mais acessíveis;
  • Mesa de jantar;
    • Ganhou a leveza do vidro.
  • Quarto;
    • Guarda-roupa tornou-se armário com portas de correr;
    • Cama box, tomou o lugar das camas tradicionais.
  • Home Office;
  • Home theaters;
  • Banheiros planejados.
Grupo Unicasa

Gráfico | Tiquete Médio por Marca


Notícia do jornal O Estado de S. Paulo de 15 de novembro de 2010, do caderno de Negócios, com o título: “Decorando a nova casa dos brasileiros”.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Com o que elas gastam? Radiografia dos gastos das mulheres.

Segundo pesquisa feita a pedido do jornal O Estado de S. Paulo à empresa de pesquisas Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado, que pertence ao grupo de comunicação Bolsa de Mulher, 94% das mulheres casadas contribuem com as despesas do lar e mais da metade, isto é, 56% divide igualmente as contas com o maridão. As madames são somente 6%, isto é: as mulheres casadas que só contribuem em aumentar as despesas e não com dinheiro para pagar as contas do Lar Doce Lar.

1. A Pesquisa
  • Foi feita pela Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado, empresa do grupo de comunicação Bolsa de Mulher;
  • Foram entrevistadas 507 mulheres;
  • A pesquisa foi feita via internet;
  • As mulheres tinham entre 18 anos e 60 anos;
  • Com renda média e própria de R$ 2.000,00 por mês.
2. Principais conclusões
  • 94% das casadas contribuem com as despesas de casa;
  • 56% das mulheres casadas dividem as contas com o maridão;
  • Para as casadas, os gastos com cuidados pessoais (produtos, salão e academia) e moda (acessórios e roupas) estão em 7º e 8º lugares, respectivamente, dentro das suas despesas;
  • Entre as solteiras os gastos com cuidados pessoais sobe para o 3º lugar e, pasmem, moda está em 10º lugar. “E depois reclamam que os homens estão difíceis e em falta no mercado.” – palavras do autor.
  • Moda e Objetos para casa são os dois primeiros itens a serem cortados em caso de crise financeira ou em caso de aquisição de financiamento de grande porte, como a compra de uma casa;
  • As despesas fixas, com supermercado, luz, água, transporte, plano de saúde e outros itens, correspondem à fatia mais pesada do orçamento da mulherada;
  • 16% delas não cortariam nenhum item de despesa em caso de falta de dinheiro ou em caso de algum.
3. Perfil das pesquisadas

Gráfico | Perfil das Pesquisadas


Gráfico | Perfil Trabalhista das Pesquisadas


4. Ranking das Despesas das Mulheres Casadas

Gráfico | Ranking das Principais Despesas das Casadas


5. Ranking Despesas das Mulheres Solteiras

Gráfico | Ranking das Principais Despesas das Solteiras


6. Como Elas participam das despesas da casa

Gráfico | Casadas e a participação nas despesas do lar


Gráfico | Solteiras e a participação nas despesas de casa


7. Despesas que serão cortadas em situação de crise ou de mudança de situação econômica, como
contração de financiamento longo e de alto valor

Gráfico | Despesas que serão cortadas prioritariamente em situação de falta de grana

 

7. Diferenças entre o orçamento masculino e o feminino
  • Disparidade Salarial: O salário das mulheres, para a execução do mesmo trabalho do homem, corresponde à 60% do salário dos homens;
  • Custos Programados vs Custos de Emergência: Os homens cobrem os custos programados e todas as despesas extras ou de emergência ficam a cargo das donas de casa;
  • Participação das mulheres na força de trabalho:
Gráfico | Participação das mulheres no Mercado de Trabalho


Notícia do jornal O Estado de S. Paulo de 14 de novembro de 2010, do caderno Feminino, reportagem de capa do suplemento, com o título de capa: “Os gastos de todo dia” e título da matéria: “Mulheres revelam as contas”.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mídias digitais e sua importância para a GE

  • Estratégia de construção da marca da GE passa pelas mídias digitais;
  • 15% do investimento em publicidade é feita em mídias digitais;
  • A GE tem forte presença em redes sociais como Facebook;
  • Pesquisas mostram que 90% dos homens de negócios nos Estados Unidos usam sites como Facebook, LinkedIn e YouTube para fins profissionais;
  • Para Beth Comstock, principal executiva de marketing e vice-presidente sênior da GE “O futuro está no celular”;
  • A GE quer ter forte presença da sua marca nas redes sociais e também garantir que a empresa apareça primeiro nas ferramentas de busca na internet;
  • A gigante americana GE sabe que antes de um vendedor bater à porta de uma companhia, ela tem acesso à informações e avaliações do produto na internet e isso afeta as decisões de compra e portanto também as tomadas de decisão da área de marketing.

Serviços nos smartphones

  • Parte da estratégia da GE é a ampliação dos serviços associados aos produtos da companhia, de turbinas de aviões a aparelhos médicos;
  • Exemplos:
    • Na área de saúde: aplicativos para IPhone como uma organização chamada Medhelp.org, onde um desses aplicativos é direcionado a mulheres grávidas, e acompanha o desenvolvimento do bebê;
    • Na área de produtos aéreos: há uma série de aplicativos a serem usados por prestadores de serviço e pelo IPhone podem ter acesso a serviços auxiliares;
  • O objetivo é ajudar no trabalho diário de quem lida com os produtos e serviços da GE.

Vê-se que a GE tem marcante presença nas redes sociais, para divulgar a marca, e que para ter um relacionamento mais próximo dos clientes, para fortificar a marca, usa aplicativos desenvolvidos para smartphones com o intuito de facilitar o dia a dia de seus consumidores.

Estratégias de Branding da GE

  • Aplicativos úteis para smartphones;
  • Presença forte e marcante nas redes sociais.

Notícia do jornal O Estado de S. Paulo de 1 de novembro de 2010 do caderno de Negócios com o título: “Na GE, IPhone ajuda a construir imagem da marca” e análise em azul  é do autor do blog.

domingo, 17 de outubro de 2010

Produtos não básicos crescem na cesta de compras do brasileiro

De acordo com a pesquisa da Kantar Worldpanel, feita semanalmente com 8,2 mil famílias brasileiras, com o intuito de monitorar e avaliar o comportamento de compra de 65 produtos, o brasileiro está comprando mais produtos supérfluos, e assim sofisticando suas compras de supermercado.

A conclusão da pesquisa é que os brasileiros estão comprando mais alimentos e itens de higiene e limpeza sofisticados, com destaque para as classes D e E, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Gráfico | Produtos Monitorados

Quantidade de Produtos Monitorados

Exemplos de Produtos Básicos: óleo, açúcar e sabão em pó.

Exemplos de Produtos Não Básicos: sorvete, fralda descartável, detergente líquido para roupas.

Gráfico | Variação de consumo no 1º sem 2010 em relação a igual período de 2009

1º Semestre de 2010 em relação ao 1º Semestre de 2009

Para a Kantar as Classes A e B tem renda média mensal entre R$ 2.012 e R$ 9.733, a Classe C tem R$ 1.587 de rendimento médio por mês e as Classes D/E apresentam renda familiar mensal de R$ 950.

Gráfico | Crescimento do consumo de Produtos Não Básicos das Classes D e E por Região

Quanto cresceu o consumo de produtos não básicos nas Classes D e E

Ainda segundo a kantar, a Classe D/E do Norte e Nordeste, no primeiro semestre deste ano, passou a consumir:

Gráfico | Número de famílias da base da pirâmide e os novos produtos na cesta de compras, a partir do 1º Semestre de 2010

Famílias (em mil) da base da pirâmide - Classe DE - passaram a consumir

Gráfico | Consumo nacional de alimentos, bebidas, artigos de higiene e limpeza

Consumo nacional de alimentos, bebidas, artigos de higiene e limpeza - variação no 1º Semestre de cada ano

Fatores para esse acréscimo de consumo de Produtos Não Básicos:

  • Ganho de renda;
    • o crescimento da massa de renda foi de 8,8% maior em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês de 2009;
  • Emprego formal crescente;
    • a taxa de desemprego no Brasil medida pelo IBGE ficou em 6,7% em agosto e a previsão para setembro é de 6,5%.
  • Crédito farto;
  • Preços estáveis.

O peso do salário mínimo

  • O salário mínimo apresentou altas acima da inflação de 6,1% em 2009 e 5,8% em 2010;
  • No Nordeste o salário mínimo é parâmetro de reajuste para 49% da força de trabalho;
  • No Brasil o salário mínimo é parâmetro de reajuste para 29% da população ativa.

Notícias do jornal O Estado de S. Paulo de 17 de outubro de 2010, do caderno de Economia, com os títulos: “Consumidor vai além do arroz e feijão” e “Norte e Nordeste lideram compras de supérfluos”

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os Adolescentes | Perfil, Comportamento e Gastos

Os adolescentes brasileiros pretendem aumentar seus gastos em 50%, em relação ao ano passado, nos próximos 12 meses, segundo pesquisa da TNS Research International.

1. A Pesquisa
  • A pesquisa foi feita pela TNS Research International;
  • Foram entrevistadas pessoas na faixa etária de 12 anos e 19 anos;
  • Foi feita em dezembro/09;
  • Foram entrevistados 1,5 mil adolescentes;
  • Os adolescentes pertenciam às Classes A, B, C e D;
  • A pesquisa contemplou 9 regiões metropolitanas e as principais cidades do interior.
2. Perfil dos adolescentes brasileiros
  • Um pouco mais da metade vive com os pais e estudam;
  • Nas classes mais abastadas, leia-se classes A e B, 2/3 vivem e moram com os pais;
  • Os brasileiros demoram mais tempo para sair de casa do que os americanos;
  • Gastam em média R$ 50 por semana, o que dá R$ 200 por mês;
  • 1/3 desses adolescentes desejam ter cartão de crédito;
  • Mais de 30% sonha em abrir uma conta corrente;
  • Tanto meninas quanto meninos gastam boa parte da mesada com serviços e produtos ligados à aparência;
  • Quase a totalidade dos adolescentes têm celular e o usa para mandar mensagens, ouvir músicas, fotografar, e é claro, para conversar;
  • 2/3 desses adolescentes não poupam nenhum centavo;
  • Apesar de serem novos e terem nascidos na era da internet, somente 1/3 compra pela internet;
  • Mudanças à vista: segundo Jorge Kodja, diretor comercial da TNS, a tendência é que essa situação de dependência de mesada, que os adolescentes têm, diminua com a entrada deles no mercado de trabalho, o qual hoje em dia está tendo dificuldades para preencher vagas.
3. Gráfico | Perfil dos adolescentes


4. Gráfico do % de adolescentes na população brasileira em 2009


5. Comportamento de Compra
  • Tecnologia e Aparência são os queridinhos entre os adolescentes brasileiros;
  • Meninas e meninos gastam praticamente a mesma quantia em serviços e produtos ligados à aparência;
  • Compra pela internet ainda não é feita pela maioria dos adolescentes, dos quais, somente 1/3 usa a net para comprar.
6. Gráfico | Comportamento de Compra - Gastos com Aparência


7. Gastos Mensais dos Adolescentes em 2009

Notícia do jornal O Estado de S. Paulo de 8 de outubro de 2010, do caderno de Economia, com o título: “Adolescente planeja gastar 50% a mais nos próximos 12 meses”

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Publicidade em tempos de pouco tempo

De acordo com o estudo feito pela agência Drafftcb, o consumidor está disposto a dedicar, em média, apenas 6,5 segundo a um anúncio.

O estudo foi feito com 2.000 pessoas, sobre o comando de Laurence Boschetto.

Gráfico de tempo dedicado pelo consumidor ao anúncio por meio de comunicação


O estudo também segmentou os perfis de consumidores por faixa etária.

Comportamento por faixa etária e perfil desses consumidores
  • Consumidores jovens entre 18 e 24 anos
    • tomam decisões mais rapidamente sobre o que lhes interessa;
    • eles cresceram em um ambiente multi-tarefas – veem TV, navegam na internet, mandam sms aos amigos, tudo de uma só vez;
  • Consumidores entre 24 e 45 anos e com maior nível de escolaridade
    • são os mais exigentes com as mensagens publicitárias;
    • dedicam menos tempo aos anúncios;
    • estão no auge da vida;
    • estão no auge de consumo;
    • são extremamente seletivo;
    • pouco atenciosos;
    • são muito ocupados;
    • estão passando por mudanças importantes na vida – estão focados na carreira e começando a formar suas famílias.
Principais conclusões, segundo Laurence Boschetto
  1. O consumidor não tem paciência para nada que tome o seu tempo.
  2. Consumidores mais educados são mais propensos a identificar rapidamente se um anúncio é importante.
  3. Há uma correlação alta entre educação e nível de sofisticação do anúncio requerido pelo consumidor.
  4. Consumidores com mais educação exigem mais das mensagens publicitárias.
O que e como fazer para conseguir atrair a atenção do consumidor?
  • É preciso falar com o consumidor de uma forma que realmente importa para ele;
  • É necessário juntar dados e separar as tendências e fatos que importam daqueles que não tem relevância;
  • Faz-se obrigatório descobrir o que pode captar a atenção dos consumidores;
  • As mensagens e os anúncios publicitários têm que ser simples e categóricos.
Notícias do jornal O Estado de S. Paulo de 4 de outubro de 2010, do caderno de Negócios, da coluna de Mídia & Marketing, com os títulos: “Pouco tempo para conquistar o consumidor” e entrevista com Laurence Boschetto com título “Para atrair atenção, publicidade deve ser simples e categórica”.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O rei: O ponto de venda e a nova ferramenta de estudo do comportamento de compra, o neuromarketing.

De acordo com a The Global Association For Marketing At Retail, 70% das decisões de compra são feitas no ponto de venda, no exato momento da aquisição.
Tendo em vista dados como as da The Global Association For Marketing At Retail, o varejo e a indústria voltaram os investimentos e estudos para o ponto de venda, focando o shopper.
Somente nos Estados Unidos e pelos varejistas, foram gastos US$ 20,8 bilhões, em 2009, com marketing nos pontos de vendas.
A indústria de bens de consumo está observando com mais atenção o ponto de venda, para assim conseguir a atenção para os seus produtos, visto a excessiva oferta de mensagens publicitárias a que nós consumidores somos atingidos.
Uma primeira forma de entender o que se passa no ponto de venda foi o uso de dados quantitativos e qualitativos coletados in loco, isto é: direto no ponto de venda. A prática é de coletar dados dos scanners dos caixas e a visita de executivos e pesquisadores no varejo, onde se dá a compra.
Com o intuito de entender o comportamento no exato momento de compra e de saber as reais percepções sobre o produto, a indústria de bens de consumo não durável uniu a neurociência com o marketing e foi criado o NEUROMARKETING.
A pioneira na aplicação do neuromarketing foi a Procter&Gamble.
Neurociência
A neurociência é o uso de técnicas de imagens cerebrais feitas por ressonância magnética para medir reações a estímulos.
Neuromarketing
O neuromarketing é o uso da neurociência para acompanhar, estudar e mapear as reações do consumidor antes, durante e depois da compra.
Objetivo do neuromarketing
  • conhecer melhor o funcionamento do cérebro em relação ao comportamento de compra, cruzando informações e assim, facilitar as escolhas do consumidor.
Algumas descobertas
Análises de comportamento do consumidor já consideram que nem sempre o que se fala em pesquisas corresponde à reação da pessoa diante de um produto.
A neurociência tem mostrado que emoção não se separa da razão.
Shopper Marketing
Shopper Marketing é a tentativa de decifrar a melhor comunicação para ajudar a realizar vendas.
Velho conhecimento de marketing
Nem sempre o consumidor do produto é o comprador do produto.
Alguns dados sobre o consumidor no ponto de venda
Mais informações sobre neuromarketing no link: http://www.mundodomarketing.com.br/10,3549,neuromarketing-entenda-a-ciencia-que-estuda-a-mente-do-consumidor.htm e há também outras matérias sobre neuromarketing no mesmo site, http://www.mundodomarketing.com.br/home
Notícia do jornal O Estado de S. Paulo de 3 de setembro de 2010, do caderno de Negócios, com o título: “Decifre-me… ou perca a venda”.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Notícia impressa continua como meio de informação importante

Indicadores da manutenção da continuidade do jornal impresso
  1. Circulação de jornais impressos para de cair nos Estados Unidos, que é um dos maiores mercados do mundo;
  2. Circulação de notícias impressas cresce na Alemanha, no Japão e nos Países Emergentes;
  3. Jovens leem o notíciário no papel;
  4. A editora francesa La Play Bac, dedicada a uma público de 6 a 18 anos, mantém 3 títulos diários para essa faixa etária com 150 mil assinaturas;
  5. Japão, que é um dos países mais conectados do mundo, detém 5 dos 10 maiores jornais em circulação no mundo e vende cerca de 28 milhões de exemplares impressos todos os dias, os quais não são lidos somente por senhores;
  6. No Brasil o jornal impresso é o segundo meio preferido dos anunciantes, com 21,4% de participação da verba publicitária, após a televisão aberta;
  7. Segundo o Instituto Verificador de Circulação, no primeiro semestre de 2010 houve crescimento de 2% na circulação de jornal no Brasil;
  8. O jornal Wall Street Journal cresceu 0,5% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, passando para 2,2 milhões de exemplares.
Destaque de crescimento
  • O jornal O Estado de São Paulo teve crescimento de 7,7% neste primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2009, o que é o maior crescimento entre os 10 maiores veículos do País.

Comportamento do Consumidor
  • Segundo uma pesquisa encomendada pela Talent para compreender os interesses dos homens de 28 a 35 anos, sem filhos e que tinham comprado um carro modelo sedan, tido como modelo de tiozinho, revelou que eles cultivam símbolos de maturidade, como ler jornais impressos;
    • É apontado por eles que o impresso oferece uma curadoria que lhes dá a segurança de ter as informações que as pessoas com mais experiência têm.
    • Júlio Ribeiro da Talent diz que a experiência física proporcionada pelo jornal não é substituível, nem mesmo por um IPad.
  • Para Pedreira da ANJ: “Trata-se de algo intangível, que fica claro na necessidade dos leitores por contextualização, edição e pela linha editorial.”
  • Nizan Guanaes, do Grupo ABC: “Jornal é como uma instituição bancária. O que está em jogo é crédito. O anúncio publicado no jornal ganha credibilidade. E isso não vai acabar.”
Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 9 de agosto de 2010, do caderno de Negócios, com o título: “Fim do jornal: uma profecia que não se cumpriu.”

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Marcas próprias são compradas principalmente pelas classes A e B

Segundo a diretora de marcas próprias do WalMart, Júlia Pettini, os grandes compradores de itens de:
  • Alimentação;
  • Higiene;
  • Limpeza,
São os consumidores de maior renda das classes A e B.

Motivação das classes A e B, segundo a diretora do WalMart, é a avaliação custo pelo benefício desses produtos.

Pesquisa da kantar WorldPanel, realizado em março revelou que:


38,7% dos consumidores das classes mais abastadas, A e B, compram às vezes ou sempre produtos de marca própria, enquanto nas classes menos favorecidas, somente 22% compram sempre produtos de marca própria e 30% compram às vezes, o que dá 8,7% de diferença quando comparamos com a compra acontece às vezes e a distância ainda é maior quando a compra é freqüente, dando 16,7% de diferença.

Os dados da Nielsen mostram uma penetração maior das marcas próprias nas classes A e B, que chega a 47%, este é o percentual de consumidores das classes de maior renda que compram produtos de marca própria.

De acordo com Neide Montesano, presidente da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro), dois fatores explicam esse comportamento:
  • Consumidores de menor renda ainda fazem compras nos mercados próximos aos seus lares;
  • Por desconhecer as marcas próprias, não se arriscam para não perderem o dinheiro. 
Outro fator seria o status que dá consumir os produtos líderes para as classes C, D e E.

Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 29 de maio de 2010, do caderno de Economia & Negócios, com o título: “Marca própria ganha mais espaço na estratégia do varejo.”.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Valores dos brasileiros

Pesquisa feita pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) juntamente com o Instituto Paulo Montenegro/Ibope e Universidade Mackenzie, com 4.017 entrevistados procurou mapear os valores dos brasileiros.

As principais conclusões foram:
  • O brasileiro busca antes a tradição ao prazer;
  • Para 90,1% dos brasileiros, o que mais angustia é a percepção de que a violência vem crescendo no país;
  • Para 23% dos entrevistados o que mais incomoda é a violência vivenciada em casa.
Para Flávio Comim, economista sênior do PNUD, a relevância dada à estabilidade, que ficou em 3° lugar e nota 8,3, pode ter duas explicações:
  1. Reflexo da memória ainda presente do período de hiperinflação vivido no país;
  2. Os brasileiros procuram estabilidade para compensar fatores que desestabilizam o cotidiano, como o receio da violência. 
A pesquisa foi segmentada e algumas constatações foram:

Mulheres

Elas dão mais atenção a valores relacionados à conservação (como estabilidade social e tradição) e pouco se importam com autopromoção (relacionado ao poder e êxito pessoal).

Jovens

Eles estão poucos ligados a valores ligados como conservação, e dão muita importância para aqueles relacionados à autopromoção e a mudanças.


E então, sua marca de produto ou de serviço de massa está de acordo com algum desses valores dos brasileiros?

Você tem promovido sua marca e os valores dela?

Atualmente, a ligação emocional com o produto e a marca é muito importante para aumentar a lembrança na hora de comprar e na hora de recomendar o produto ou a marca.

Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 25 de maio de 2010 do caderno Cidades/Metrópole, com o título: “Brasileiro põe tradição antes do prazer.”.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mudança de hábito no uso do celular nos EUA

Nos Estados Unidos os aparelhos inteligentes como blackberry, IPhone e outros aparelhos projetados para oferecer o uso de aplicativos estão sendo utilizados para quase tudo, exceto falar.

Esses smarts phones estão sendo mais utilizados para transmissão de dados do que de voz. Hoje nos EUA a transmissão de voz já representa menos da metade do tráfego pelas redes de telefonia móvel, fato que foi verificado pela primeira vez no ano passado, 2009.

Os aparelhos inteligentes estão sendo utilizados para:
  • Ouvir música na academia; 
  • Examinar a quantidade de calorias que foi ingerida;
  • Atualizar facebook e twitter;
  • Navegar na internet;
  • Ver TV;
  • Jogar;
  • Enviar e-mails;
  • Enviar sms. 
Os aparelhos de celulares estão sendo utilizados para administrar as vidas e para se relacionar com o mundo exterior.

Esse fenômeno fez com que nos Estados Unidos o número de minutos de voz estagnasse, apesar de quase 90% de a população norte-americana possuir telefone celular. O número de sms cresceu quase 50% no ano passado.

Todos esses novos usos estão modificando o designer dos aparelhos, nos quais as funções de mandar mensagem de texto ou e-mail, ou ainda atualizar facebook e twitter estão a poucos ou a somente um toque, sendo que para fazer ligações são necessários vários toques na tela do celular.

Outra inovação bem aceita nos novos celulares é a tela sensível a toque.

Com a estagnação do tráfego de voz e o uso maior e crescente de dados pelos aparelhos, as operadoras, logo mais, irão começar a cobrar pelos dados enviados e recebidos e não pela voz.

Nas estatísticas norte-americanas são evidenciadas a diminuição no tráfego de voz. Em 2008 a duração média de uma chamada local era de 2,27 minutos e em 2009 essa duração caiu para 1,81 minutos, o que é uma queda de 20,3%.


A faixa etária que mais usa os aplicativos e outras funções dos aparelhos inteligentes é a dos adolescentes. Mais da metade deles, adolescentes, chega a enviar cerca de 1,5 mil torpedos por mês.

Em breve, nós brasileiros também iremos utilizar mais o tráfego de dados do que o de voz, mas antes é necessário adquirir os caros smarts phones e pagar menores tarifas de celular.

Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 17 de maio de 2010 do caderno de Negócios, com o título: “Celulares fazem tudo, menos ligações.”

terça-feira, 11 de maio de 2010

Os consumidores inovadores ou ditos pioneiros.


Um exemplo atual dos consumidores inovadores, que segundo o livro Comportamento do Consumidor, do Solomon, é composto por 2,5% da população, foi a corrida para adquirir o iPad, que em apenas 28 dias, a Apple vendeu 1 milhão de unidades e essa velocidade foi duas vezes mais rápida do que a corrida para adquirir o iPhone.

Perguntam-se quais os motivos para que parte dos consumidores comprarem os lançamentos sabendo que:
  1. O produto após alguns meses estará mais barato;
  2. O produto terá novas versões, estas com muitas melhorias;
  3. O consumidor não tem como avaliar o real valor do novo produto.
O consumidor inovador
  1. O primeiro comprador está em busca de uma espécie de limite do preço;
  2. As pessoas que fazem fila para comprar novidades são responsáveis por passar informações importantes sobre o produto recém-lançado para outros consumidores, segundo Jonah Berger, professor assistente de Marketing na Wharton School da Universidade da Pensilvânia; 
  3. Para Dam Ariely, professor de teoria econômica comportamental na Duke University, “Não tem a ver com análise de custo-benefício.”, isso está mais relacionado à expressão da identidade do consumidor;
  4. Esses consumidores estão pagando pela exibição de seus produtos novíssimos ou pela imagem de vanguardistas;
  5. Essas pessoas pagam pelo reconhecimento público.
Conseqüências da não existência desse comportamento para Jay Pil Choi, professor da Universidade de Michigan, nos EUA
  1. Se todos os compradores se empenhassem em pagar apenas o preço justo e adotassem sempre o critério do esperar para ver, os novos produtos jamais decolariam ou então levariam muito mais tempo para ter sucesso no mercado;
  2. E as primeiras vendas permitem às empresas reavaliar seus conhecimentos e também oferecer preços mais baixos para os demais consumidores.
Exemplo do preço do iPhone no decorrer do tempo


Exemplo do preço e custo do IPad


Os analistas da empresa de pesquisa iSuppli desmontaram o IPad, na sua versão básica e calcularam que o valor das peças somavam US$ 260, o que dá uma base para o preço. Nesse custo há a necessidade de somar os custos com P&D, com designer e os investimentos em marketing.

A Apple irá lançar uma versão com 64 gibabytes e conectado a rede de celular da AT&T, por US$ 830 e uma nova versão básica por US$ 130. Essa é uma estratégia para dar ao consumidor uma referência de preço, o que as empresas chamam de “âncora de preço”, assim o consumidor saberá que comprar alguma coisa por menos de US$ 860, irá economizar.

Notícias do jornal O Estado de São Paulo do caderno de Negócios do dia 10 de maio de 2010, com os títulos: “A ansiedade de ser o primeiro.” e “Pioneiros são ‘cobaias’.”

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os hipermercados e os supermercados estão perdendo espaço.

Em recente pesquisa chamada Relatório Anual, da revista Supermercado Moderno, foi constatado que o número das lojas de maior porte, hipermercado e supermercado, está diminuindo, enquanto a quantidade de lojas pequenas, atacarejo e lojas de vizinhança, está crescendo.


Entre 2007 e 2008, o número de lojas de vizinhança foi a que mais cresceu em termos absoluto (446) e em percentual (134%) e foi seguido pelo atacarejo que teve 107 lojas inauguradas e apresentou crescimento de 119%.


Em 2008 foram fechados 166 supermercados, os quais têm 75% do tamanho de um hipermercado (7.083 m²).

A tendência de diminuição do tamanho das lojas é clara quando se avalia as 3 maiores redes do Brasil, Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart, as quais diminuíram 6,4% o tamanho médio das lojas quando consideradas todas as lojas de cada grupo.

Fatores que explicam a tendência de diminuir o tamanho das lojas segundo o coordenador da pesquisa da revista Supermercado Moderno, Valdir Orsetti:
  1. Ascensão social das classes de menor poder aquisitivo que agora tem mais crédito e renda. Deste modo as pessoas querem fazer compras perto de casa e gastar o tempo livre para o lazer;
  2. A estabilidade da moeda leva as pessoas a fazerem compras menores e a irem ao supermercado mais vezes por mês, o que é diferente da década de 80 e início dos anos 90, época de inflação galopante e os preços mudavam diariamente;
  3. O envelhecimento da população brasileira é outro fator, já que por razões físicas, os consumidores têm menor disposição de percorrer grandes lojas e acabam optando por lojas menores e próximas às suas residências.

As lojas de atacarejo e de vizinhança estão em maior número na região sudeste, com 49% e 60% de concentração, respectivamente.

Um fator para essa concentração de lojas de vizinhança na região Sudeste é que as pessoas têm menos tempo disponível e fazem suas compras em pequenas quantidades, do tipo, o está faltando?.

Duas explicações para a região norte e nordeste apresentar 37% das lojas de vizinhança é a renda menor, impossibilitando os consumidores fazerem compras em grande quantidade, e também à distância para chegar aos grandes centros.
De acordo com Valdir Orsetti, da revista Supermercado Moderno há dois impactos dessa mudança de comportamento:
  1. As grandes indústrias vão ter que negociar com um maior número de compradores que irão comprar menores lotes;
  2. A logística sofrerá modificações já que entregar em lojas grandes ou até mesmo nos centros de distribuição das grandes redes é diferente de entregar para lojas pequenas, sem estoques grandes e com menores e menos gôndolas. 
Segundo, Almir, o dono deste blog, as indústrias terão que trabalhar com mais informações para fazer o gerenciamento de categoria de produto por grupo de cliente. Haverá necessidade de categorizá-los por tamanho, localização, renda da vizinhança e hábitos de compras dos consumidores locais, adequando assim o mix de produtos, devido ao menor número e tamanho das gôndolas.
Só para lembrar e informar:


O Varejo de alimentos cresceu 8,4% em 2009, chegando a R$ 181,2 bilhões, enquanto o PIB do Brasil caiu -0,2%, o que demonstra o grande potencial de crescimento desse varejo.

A receita do varejo de alimentos cresceu mais de 12% neste primeiro trimestre.

Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 23 de abril de 2010 do caderno de Economia & Negócios, com o título: “Supermercados começam a ‘encolher’ no País.”.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Negócios Virtuais

Em uma pesquisa da TNS sobre comportamento de compra na internet, com pessoas de 16 a 35 anos das 6 capitais brasileiras, foi descoberto que mais da metade das pessoas comparam, buscam informações, comentam e escrevem sobre produtos.

O destaque é para a comparação de preços, com 92% dessa amostragem, que pesquisa preços pela internet antes de ir às compras. Ainda há a necessidade de contato físico para a compra.

O processo de compra continua o mesmo:
  1. Reconhecimento do problema: preciso de um celular novo;
  2. Busca de informações: pesquisar preços, modelos, forma de pagamentos, lojas etc;
  3. Avaliação de Alternativas: comparação dos preços, modelos, formas de pagamento, lojas etc;
  4. Escolha do produto: dentre todas as alternativas, irá escolher o que couber no bolso, o aparelho que tem o designer mais atraente, os aplicativos que lhe são úteis etc;
  5. Compra. 
Dentro desse processo, o que mudou foi somente a forma de pesquisar, que antes era utilizando a sola do pé, e agora, os passos 1 a 5 podem ser feitos pela Web, ou de acordo com a pesquisa, no mínimo os passos 1 (92%) e 2 (76%) são feitos pela internet.


Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 14 de abril de 2010 do caderno de Economia&Negócios, com o título: "Negócios Virtuais.".
SOLOMON, Michael R. Comportamento do Consumidor: Comprando, Possuindo e Sendo. 5° edição. São Paulo: Artmed, 2002. 446 p.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A 3ª Idade, ou Melhor Idade, tem renda mensal de R$ 7,5 bilhões.

Foi feita uma pesquisa com 1.500 pessoas de mais de 60 anos em todas as classes sociais, em 10 regiões metropolitanas do Brasil, em outubro de 2009 pelo Instituto Somatório. E as conclusões foram as seguintes:
  • Nada mais de xadrez ou tricô;
  • Eles têm renda de R$ 7,5 bilhões por mês, isso corresponde à 15% dos rendimentos dos domicílios do país;
  • 93% têm renda própria;
  • Normalmente se viram sozinhos;
  • Gostam de comer bem;
  • Fazem mais exercícios;
  • Adoram viajar;
  • Vão ao shopping freqüentemente, mas não tanto quanto os adolescentes;
  • Sua renda é importante para o orçamento familiar, que em média participa com 71% da renda familiar total.
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Quanto mais perto da base da pirâmide social, maior é a dependência das famílias da renda dos idosos. Em média o orçamento familiar depende muito da renda dos idosos, que responde em média por 71% da renda familiar total.

No Brasil há 18 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que corresponde a mais de 10% da população total do país. Desses 18 milhões, 56% são formados por mulheres.


Até o meio desse século haverá 64 milhões de idosos no Brasil, o que corresponderá a 30% da população brasileira.

O pessoal da melhor idade tem:
  • Dinheiro no bolso;
  • Tempo livre;
  • Autonomia.
A classificação social foi feita de acordo com o Critério Brasil da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisas (ABEP), que considera:
  1. Renda;
  2. Posse de bens;
  3. Condições de moradia;
  4. Escolaridade.


A melhor idade gasta 2,3 vezes mais com alimentação quando mora sozinho, 3,2 vezes mais com saúde, quando não tem que colaborar com o orçamento familiar e 2,5 vezes mais com telefone quando não mora com familiares.

Hábitos de comportamento.


Mais de 50% das pessoas que estão na melhor idade lêem jornais ou revistas, viajam e têm uma vida independente.

Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 12 de abril de 2010, do caderno de Economia, com o título: “Renda da 3ª idade atinge R$ 7,5 bilhões por mês.”.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres na direção, do carro.

No ano passado foram vendidos 3 milhões de carros, e 42% desses automóveis foram comprados pelas mulheres, e essa participação era de 25% há 10 anos.

Os fatores sociais que estão mudando o perfil dos consumidores de carros são:
  • Mais mulheres são chefes de família;
  • Ascensão profissional das mulheres;
  • Poder aquisitivo maior das mulheres.
As mulheres ainda influenciam em metade das compras feitas pelos homens e dado a esse fator, os carros já têm muitas adaptações ao gosto feminino, como: tecidos de bancos que não desfiam roupas, maçanetas que protegem as unhas e porta-objeto.

A Renault finalizou pesquisa feita ao longo dos últimos 3 anos para descobrir as mudanças no comportamento de compra de carros.

A pesquisa foi feita com mais de 7 mil pessoas de vários estados e a principal conclusão foi que os homens e mulheres têm critérios muito parecidos na hora de comprar um automóvel.


Com a convergência maior entre os gostos, a tarefa de projetar o carro ficará mais fácil.

Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 8 de março de 2010, do caderno de Economia, com o título: “Mulheres já são 42% dos novos donos de carros.”.

domingo, 7 de março de 2010

O futuro da experiência de compra.

O telefone celular será o mais novo aliado na experiência de compra.

Nas butiques de NY será possível, em breve, comprar uma roupa vista na vitrine sem a loja estar aberta, somente com o ato de apontar o celular e clicar.

Nos hipermercados será possível se conectar ao sistema e assim saber exatamente onde está o produto procurado, receber cupons de descontos pelos artigos que mais compra e ainda receber sugestões de compra de acordo com o comportamento de compra.

A idéia é receber no celular todas as informações sobre o produto, localização, encomendas, lista de casamento, lista de compras, ver vídeos sobre o produto, pesquisar os menores preços na internet, em resumo, facilitar o processo de compra, economizando dinheiro e tempo.

O elo entre as lojas e o consumidor poderá ser estreitado, pois a loja saberá muito sobre o comportamento de compra do consumidor e assim poderá fazer ofertas customizadas, fazendo com que a experiência de compra seja inesquecível e prazerosa.

Para isso será necessário um celular com acesso a internet, aplicativos baixados gratuitamente e a permissão para a loja se conectar ao aparelho celular.

Já existem muitos aplicativos disponíveis e muitos outros sendo desenvolvidos, segue uma lista do que já existem:
  • ScanLife: permite que as pessoas leiam códigos de barras nas etiquetas dos produtos e obtenham detalhes sobre as roupas por meio de vídeos;
  • Presence: software da IBM, utilizando esse software o consumidor que se inscreve pode ser detectado assim que entra na loja e assim poderá receber descontos, ter o seu hábito de compra acompanhado, para receber sugestões de compra;
  • Mobile Concierge: software da Cisco System que se conecta ao smartphone e recebe a localização de produtos dentro da loja e serve de atendente eletrônico;
  • RedLaser: esse software é capaz de ler código de barras e procurar na internet mostrando o local ou site de menor preço.
O futuro de marketing está no marketing intelligence.
 
Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 1 de março de 2010, do caderno de Negócios, com o título: “Consumidores apontam, clicam e compram.”.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Alimentação fora de casa no Brasil continua avançando.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA):
  • O hábito de comer fora de casa movimentou R$ 58 bilhões em 2009;
  • É previsto que esse ano cresça mais 10%.
De acordo com a GFK Brasil, empresa de pesquisa de mercado:
  • 51% da população costumam comer fora com freqüência;
  • Sendo que 23% fazem suas refeições fora todos os dias, inclusive nos finais de semana;
  • Nos Estados Unidos mais de 50% dos gastos com alimentação é feito fora de casa;
  • O gasto médio semanal per capita é de R$ 67,13 no almoço;
  • O gasto médio semanal per capita é de R$ 76,77 no jantar.
Os fatores que explicam essa mudança de hábito, segundo Rodrigo Vassimon que é vice-presidente de alimentação fora de casa da Unilever, são:
  • Presença da mulher no mercado de trabalho;
  • Urbanização acelerada;
  • Ritmo cada vez mais atribulado.
O setor de alimentação fora de casa engloba desde carrinho de cachorro quente até restaurantes de luxo.

Produtos do mercado de alimentação fora de casa:
  • Misturas de Temperos;
  • Condimentos;
  • Sobremesas;
  • Caldos.
Duas características desse segmento, segundo Rodrigo da Unilever:
  • Super pulverizado;
  • A distribuição é o grande gargalo.
Fatores que irão manter o mercado crescendo com mais de dois dígitos:
  • Aquecimento da economia;
  • Copa do mundo de 2014;
  • Jogos Olímpicos de 2016.
A Unilever prevê crescer acima dos dois dígitos pelos próximos 20 anos, ela faturou US$ 4,5 bilhões em 2008.
 
Notícia do jornal O Estado de São Paulo de 1 de março de 2010 do caderno de Negócios, com o título: “Unilever investe na alimentação fora de casa.”

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mais famílias na Classe A – Parte II

Como é o comportamento de compra da Classe A?
Quais os produtos da sua cesta de compras?
 
Comportamento de compra
 
As famílias da classe A gastam com produtos de primeira linha e não de necessidades, diferente das classes B e C que aspiram uma TV de plasma, uma casa própria ou carro, que são artigos considerados essenciais, e, além disso, os endinheirados estão gastando menos com artigos de higiene, bebidas e alimentos.
 
Os gastos das classes A e a da população no geral.


A classe A hoje em dia mudou muito o comportamento de compra, pois no momento da compra ela:
  • Conhece muito mais o produto;
  • Cobra muito mais qualidade;
  • Pode até parcelar as compras;
  • Dependendo do produto, ele é levado até a casa do consumidor, para este escolher;
  • Os que ascenderam à classe A somente agora sabem diferenciar os produtos de maior qualidade e com diferenciais;
  • Compra com responsabilidade;
  • É consciente dos preços que pagam.
Produtos consumidos pela Classe A.
  • Cota de helicóptero, que é vendido em cotas de 10% por US$ 66,9 mil, adiciona-se R$ 4,8 mil mensal para manutenção e mais R$ 680 por hora de combustível. Cada cotista tem direito de utilizar 10 horas de vôo por mês;
  • Carros esportivos de luxo;
    • Porshe, que custa entre R$ 250 mil e R$ 750 mil. Quando há parcelamento, isso ocorre direto com o banco;
  • Casas confortáveis;
  • Carros blindados;
  • Viaja pelo menos 2 vezes por ano para o exterior;
  • Matricula os filhos em escolas bilíngües;
  • Geladeira que pode custar entre R$ 15,9 mil e R$ 39,9 mil, na Kitchen-aid;
  • Cooktop (fogão) por R$ 3,9 mil, também na Kitchen-aid;
  • Vinhos por R$ 2.000 a garrafa;
  • Jogo de lençol por R$ 5.000 na Trousseau;
  • Biquínis por R$ 400;
  • Jóias. 
Parte I - Está em Marketing.
 
Dados das matérias: “Classe A ganha mais 303 mil famílias.” e “Mercado classe A cresce e se sofistica.”, do jornal O Estado de São Paulo de 21 de fevereiro de 2010, do caderno de Economia & Negócios.